29 de abril de 2026

Portal Minuto Amazonas

Tenha um Portal de Notícias Moderno, Dinâmico, Rápido e Profissional. Entregamos seu Site de Notícias Pronto, Instalado, Hospedado, com Manual Passo a Passo e Suporte 24 horas.

⏰Legalização da eutanásia avança no Uruguai

A Câmara dos Representantes do Uruguai aprovou nesta quarta-feira (13), a legalização da eutanásia. Com o aval de 64 deputados, o projeto de lei para permitir a morte assistida no país seguiu para o Senado.

Segundo o projeto, adultos mentalmente capazes poderão solicitar a eutanásia se sofrerem de doenças terminais ou incuráveis.

O pedido deve ser aprovado por pelo menos dois profissionais de saúde. O texto limita o acesso à eutanásia a cidadãos uruguaios ou estrangeiros com residência comprovada no país.

A eutanásia na América Latina

Se for ratificada pelo Senado, a medida transformará o Uruguai no terceiro da América Latina a permitir a morte assistida.

Além dele, Colômbia e Equador já aprovaram a eutanásia. A Colômbia possui um marco regulatório para a morte assistida desde 1997, enquanto o Equador descriminalizou a prática em 2023.

Embora a eutanásia ainda seja classificada como “homicídio culposo” no Código Penal uruguaio, o direito de pacientes terminais de recusar tratamento médico que prolongue a vida é previsto na legislação desde 2013.

O debate

Ao abrir o debate, o deputado Luis Gallo, da coalizão governista de centro-esquerda Frente Ampla, disse que pacientes falecidos inspiraram o projeto de lei. “Não esqueçamos que o pedido é estritamente pessoal: respeita a livre e individual vontade do paciente, sem interferência, pois diz respeito à sua vida, ao seu sofrimento, à sua decisão de não continuar vivendo”, afirmou.

Contrário ao projeto, o deputado Juan Martín Rodríguez, do Partido Nacional, disse que a regulamentação da eutanásia “não cria o direito de morrer, cria o direito de matar”.

“O primeiro plano de eutanásia foi executado pelos nazistas”, continuou o deputado, mostrando publicações “da década de 1930”.

“A condenação dos médicos nazistas foi universal e provocou uma reflexão sobre a questão de garantir que suas ações nunca se repitam. Médicos em todo o mundo reafirmaram o princípio ético fundamental de sua profissão: que os médicos não devem matar seus pacientes”, acrescentou o parlamentar.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *