29 de abril de 2026

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⏰Juiz autoriza auditoria independente sobre receitas e custos do transporte público de Manaus

O juiz substituto da 13ª Vara do Trabalho de Manaus, Gabriel César Fernandes Coelho, autorizou a realização de uma auditoria contábil independente para apurar as receitas e os custos do sistema de transporte público da capital. A decisão, publicada nesta quarta-feira (16), atende a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), que busca esclarecer as finanças das empresas responsáveis pelo serviço, em meio a atrasos salariais e sucessivas paralisações de rodoviários.

A perícia será conduzida por contador nomeado e desvinculado de outras auditorias já em andamento. O objetivo é examinar exclusivamente os valores arrecadados com a tarifa de ônibus e as despesas com pessoal e manutenção de veículos das sete concessionárias que operam o transporte coletivo. Segundo o magistrado, a auditoria deverá ocorrer de forma autônoma, sem relação com a investigação conduzida pela Justiça Comum a pedido do Ministério Público do Estado.

O pedido do MPT foi feito em agosto, após a deflagração de greves e denúncias de atraso no pagamento de salários e benefícios. Em setembro, a categoria chegou a paralisar as atividades por 24 horas, prejudicando milhares de passageiros. À época, a greve foi suspensa após audiência mediada pelo próprio juiz Gabriel Coelho, na qual o Governo do Amazonas se comprometeu a repassar R$ 19,1 milhões ao Sindicato das Empresas de Transporte (Sinetram), referentes à compensação da meia passagem estudantil.

De acordo com dados apresentados no processo, o custo mensal do sistema de transporte gira em torno de R$ 75,8 milhões, enquanto a arrecadação com passagens chega a R$ 31,8 milhões — um déficit estimado em R$ 44 milhões por mês. A própria Prefeitura de Manaus reconhece esse desequilíbrio e informa que o valor real da tarifa integral seria de R$ 9,23, dos quais R$ 4,50 são pagos pelo usuário e R$ 4,73 são subsidiados pelo município.

Com a decisão, a Justiça do Trabalho pretende garantir transparência sobre as contas do sistema e oferecer base técnica para futuras medidas judiciais ou administrativas. O resultado da auditoria poderá impactar diretamente as políticas de subsídio, o cálculo da tarifa e os contratos das empresas que operam o transporte coletivo de Manaus.

Com informações do Blog do Botelho

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