⏰Políticos do Amazonas repercutem aplicação de Lei Magnitsky contra Moraes
Governo dos Estados Unidos anunciou sanção nesta quarta-feira (30)
Políticos do Amazonas repercutem a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O governo dos Estados Unidos anunciou a sanção nesta quarta-feira (30).
Em um comunicado justificando a aplicação da lei, Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, afirmou que Moraes assumiu a responsabilidade de ser juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas americanas e brasileiras.
“De Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos”, adicionou.
A pré-candidata ao governo do Amazonas pelo PL, Professora Maria do Carmo, explicou que Moraes já tentou interferir nos Estados Unidos e recebeu a contrapartida.
“O Donald Trump está fazendo uma ação legítima. Ele não está se voltando contra o Brasil está se voltando contra uma pessoa que de posse de um poder tentou interferir lá nos EUA cometendo os mesmos abusos que ele tem feito aqui no país e que a gente ignora. Os EUA são muito responsáveis nessas situações não existe punição indevida”, declarou.
O deputado federal, Capitão Alberto Neto, afirmou que a medida feita pelos EUA é uma forma de mostrar que os abusos do ministro estão sendo vistos.
“Não há dúvidas que é uma resposta aos abusos do Supremo e do Governo que estão claramente querendo transformar o Brasil em uma ditadura e levando cada dia mais nosso país para uma crise econômica sem precedentes”, afirmou o deputado.
Já o vereador Capitão Carpê Andrade disse nas redes sociais que “o autoritarismo começa a pagar a conta do que está fazendo com nosso país”.
A única mulher representante do PL na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputada Débora Menezes, disse nas redes sociais que Moraes se encontra agora na mesma lista que o PCC e terroristas.
“É o mundo livre dizendo que o Alexandre de Moraes cruzou todos os limites. Eu fico feliz de ter feito parte desse movimento eu e outros deputados do PL viajamos várias vezes para diversos países para denunciar os abusos do Alexandre de Moraes e hoje o mundo enxerga o está acontecendo no nosso país. Isso é sobre princípios e liberdade de expressão”, declarou a parlamentar.
Embora ainda não esteja totalmente claro como as restrições serão aplicadas na prática, de Moraes pode enfrentar dificuldades para manter cartões de crédito ou acessar serviços básicos de tecnologia, como contas de e-mail e redes sociais. Todas as empresas que têm origem americana ou se relacionam diretamente com os EUA ficam impedidas de fazer negócios com o ministro.
